quinta-feira, 8 de julho de 2010

A política é o que nos resta

Voltando a escrever nesse recinto vamos falar sobre um assunto bastante delicado, política.


As eleições para a presidência do Brasil se encaminham e sempre acompanhadas daquele emaranhado de propagandas políticas. E não são poucas, lembrando que esse ano teremos eleições para Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. E tudo leva a crer que a próxima eleição, marcada para o dia 3 de outubro, será a maior da história do Brasil. Dentro do prazo de inscrição foram feitas mais de 20.800 inscrições para todos os cargos disponíveis, onde 9 estão concorrendo a Presidência, 182 para o cargo de Governador, 288 para Senador e o resto dividido entre Deputados Federais e Estaduais. Porém ainda faltam serem avaliados a Lei Ficha Limpa e possíveis vagas remanescentes.

Sobre as eleições presidenciais, desses nove candidatos podemos citar apenas dois realmente fortes e na disputa real pelo cargo, José Serra e Dilma Vana Rousseff, dois Bacharéis em Economia. Não entrarei em detalhes sobre a minha posição política ou opiniões pessoais, porém é claro que o nível intelectual e educacional entre os dois está bem distante.

Se candidatar a presidente possui um custo, que não é baixo, pelo contrário, chega a seis dígitos ou mais. E dos nove candidatos, podemos citar 3 que estão com chances, Marina Silva do PV corre por fora, bem por fora, mas pelo menos possui um número de simpatizantes relevante. Agora o que leva um político com chances claras que não irá ser eleito se candidatar? Tudo bem, responderão que se deve pensar positivo, que todos têm chances, etc. Papo furado, todos sabem que a corrida está entre Serra e Dilma, e os outros estão lá para fazer número, o fato é tão claro que, em debates políticos na televisão não são todos os candidatos que são convidados, isso talvez seja uma injustiça, pois as chances deveriam ser iguais, mas não são. Por exemplo, o que leva Levy Fidelix do PRTB, isso mesmo, o homem do Aero Trem a se candidatar, nunca foi eleito nada, mas sempre cutuca com o seu bigode generoso e sua idéia de criar o Trem bala (simpatizo com a idéia). Ou então José Maria Eymael do PSDC, aquela figura caricata que lançou aquele jingle que todos lembram até hoje: Ei, ei, Eymael / Um democrata cristão / Para presidente do Brasil / Queremos Eymael / Pela família e pela nação”. São figuras folclores que sempre estão presentes nas eleições. Porém, se olharmos com atenção esses “candidatos número”, que em sua grande maioria são grandes profissionais e que sempre trabalham muito, são pessoas com muita vontade de trabalhar e fazer o país andar, mas que nunca conseguiram uma chance, pegando como exemplo os dois políticos citados, Levy Fidelix foi um grande Diretor de Criação no Rio de Janeiro, e Eymael foi um dos deputados mais atuantes, tendo como maiores criações bem sucedidas as Leis do aviso prévio de 30 dias e a jornada de trabalho de 44 horas semanais.

Podemos chegar a uma triste conclusão, que apenas partidos grandes possuem reais chances de eleger um político no alto escalão. Agora será que faz diferença?

Voltando a enfatizar apenas a presidência, são raros os eleitos que fizeram algo realmente notável. Juscelino Kubitschek fez Brasília, porém deixou o país com uma dívida enorme, esse é apenas um exemplo de que tudo que é feito sempre possui contras. O povo brasileiro é um país pessimista politicamente de natureza, todos são corruptos, todos são incompetentes, de fato existem muitos com essas características, mas também existem aqueles que se receberem uma chance conseguirão, ou tentarão ao máximo realizar melhorias para todos. Ai talvez entre aqueles políticos “número” citados anteriormente, que possuem muita força de vontade, mas nenhuma chance. Lula por exemplo, rotulado de incompetente, burro e analfabeto, porém a verdade é que demonstrou ao longo desses 8 anos de mandato um homem íntegro, líder nato e com um carisma extremamente contagiante, e que talvez tenha sido um dos mandatários que mais fez por esse país, porém para a maioria continua sendo o mesmo homem burro e sem qualidades, não conseguimos engolir o orgulho e deixar transparecer o que de fato vimos, uma pessoa que superou obstáculos e surpreendeu a todos com seu jeitão diferente do FHC por exemplo.

A verdade é que uma pessoa não conseguirá mudar o país, se a violência da cidade é alta, é dever do Prefeito contornar, se a economia do país está em déficit é dever do Presidente tentar reverter à situação. Cada um tem um papel na política nacional, todos juntos talvez consigam criar um país melhor, agora sozinhos, nenhum conseguirá nada.

E fica aqui a dica, abram os olhos e a mente para novas possibilidades, mudanças de ares, se algo não está dando certo o mais indicado é mudar, certo?